Espondilite Anquilosante | Dr. Rodrigo Gorayeb

Espondilite Anquilosante

Esta patologia tem elevada carga genética (gene HLA B27), ocorrendo numa fase inicial da adultície (por volta dos 18-30 anos) e a evidência tem demonstrado maior incidência no sexo masculino e na raça caucasiana.

Como primeira manifestação desta doença temos a dor. Esta tanto pode ocorrer na região lombar como na sacral e é de origem inflamatória, apesar de pouco intensa. Por corresponder a um estado de inflamação, a dor tende a não desaparecer em repouso porque a compressão mantém-se independentemente da posição adoptada. Ao acordar é comum sentir-se uma espécie de rigidez na coluna vertebral, assim como uma acentuada curvatura da coluna para a frente por rectificação da lordose lombar.

Esta doença caracteriza-se pelo crescimento ósseo das vértebras que, devido a uma inflamação crónica, vão “soldar-se”(anquilosar) umas às outras, limitando a mobilidade e a flexibilidade da coluna vertebral. Muitas vezes surge em associação com a psoríase ou com doenças inflamatórias intestinais.

O diagnóstico desta doença é clínico e baseia-se na observação, história clínica do paciente, sintomas e sinais específicos, assim como nos meios complementares imagiológicos (radiografia, ressonância magnética ou TC).

Sendo uma doença crónica, não existe cura para a mesma. No entanto, medicamentos como os AINEs, a sulfasalazina ou o metotrexato permitem diminuir significativamente a dor e melhorar a mobilidade do doente e, consequentemente, a sua qualidade de vida. Quando esta medicação mais convencional não surte o efeito desejado existe ainda uma alternativa ao nível da farmacologia imunológica – o adalimumab, o etanercept e o infliximab. Infilitrações locais com corticosteroides também podem ser úteis embora de utilização mais reservada. A nível cirúrgico existe uma acção limitada, preconizando-se a colocação de próteses articulares quando as articulações já se encontram muito desgastadas (ocorre frequentemente na anca).

A fisioterapia complementa a terapia farmacológica, ajudando a manter a mobilidade articular em regiões não lesionadas.